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Quatro servidores contam a trajetória de vida na Universidade; uma comemoração aos 40 anos da Instituição 

José Julio Tronco 

Com 49 anos, hoje, José Tronco conta que ingressou na UEM no dia 14 de abril de 1982. Desde que entrou na Universidade, como eletricista, sempre esteve ligado ao mesmo setor, Diretoria de Serviços Industriais. Foi chefe da Divisão Oficinas (OFI), entre os anos de 1990 a 1994, e de 1994 a 1996 assumiu a chefia da Divisão de Produção Industrial (PDI). Graduou-se em Administração pela UEM, no ano de 1987. Em 2006, assumiu novamente a chefia da OFI. A Diretoria de Serviços Industriais, explica Tronco, é ligada a Prefeitura do Câmpus e tem a função de manter toda a estrutura física da Universidade. Com o crescimento da Universidade nas últimas décadas, houve aumento considerável do trabalho, porém não  houve um aumento proporcional na quantidade dos servidores.  ?Somos pouco mais de 15 funcionários para atender toda a Universidade, inclusive os Câmpus. Mas, apesar disso, não troco o trabalho na Universidade por nada. A UEM é o local onde construí a minha vida, tirei meu sustento, pude dar uma melhor condição para os meus filhos. A UEM faz parte da minha história?. Quando questionado sobre a possibilidade de se aposentar, Tronco brinca: ?ainda não pretendo pensar nisso, vou fazendo o meu trabalhado, quando for a minha hora seguirei meu destino?.

Paulo Toshio Udo

Hoje com 60 anos, Paulo Udo entrou na UEM em 6 de março de 1982, como professor assistente. Na época, já havia concluído os créditos de mestrado em Física ? Tecnologia Nuclear Básica. Hoje, prestes a se aposentar, é professor associado e possui o doutorado em Física pela UEM. Desenvolveu, além de atividades didáticas, as de pesquisa, que renderam ao grupo que integra a terceira patente obtida pela Instituição. Mas o que mais aquece seu coração é a atuação política e sindical em prol da instituição e da democratização. O professor declara que a UEM representa a vida dele. Durante sua trajetória na Instituição, casou com a professora Margareth, teve três filhos, dos quais, dois estudam na UEM, assumiu Maringá como sua terra, criou um círculo pessoal e profissional dentro da comunidade maringaense, deu sua contribuição no aspecto político no processo de democratização das relações internas, obteve resultados positivos nas pesquisas, foi chefe de departamento e vice-diretor e passou pelo CEP e CAD.

Pedro Alves da Costa Neto 

Para o servidor Pedro Alves da Costa Neto, 58 anos, a UEM faz parte de sua vida. ?Ela é minha segunda família. Comecei servindo a UEM, lutei, cresci e venci. Sinto-me realizado, porque foi na UEM que eu consegui realizar vários sonhos: construir uma casa e uma família e me casei, trabalhando na UEM. Sou pai de três filhos e sou avô de uma linda neta?. Contratado em 11 de abril de 1978 como porteiro da Biblioteca Central, continua exercendo a função, mas agora com a denominação de Agente de Segurança Interno. Lembra que, quando a BCE começou, ela era de madeira pré-moldada. Relata que, quando chovia, era uma calamidade. Molhava tudo por dentro, inclusive os acervos. Funcionava onde hoje está a PRH. ?O que mais gosto na UEM são as pessoas com quem convivo e tive amigos ao longo de todos esses anos. A convivência entre o meu setor e as pessoas de outros setores fez com que a luta e o crescimento da UEM fossem mais prazerosos. Acompanhei o crescimento da UEM e de muitos que passaram por aqui e, por isso, é muito gratificante?. Embora possa se aposentar em três anos, não pensa nisso agora.

Vera Lúcia da Cruz Moraes 

Hoje com 56 anos, a servidora entrou na UEM em março de 1973. São 37 anos de dedicação à Instituição. Foi contratada para ser digitadora no Núcleo de Processamento de Dados, mas nunca atuou no setor. Explica que, na época, os equipamentos não haviam chegado e então foi deslocada para o Departamento de Matemática. Já passou por vários setores da Universidade e hoje é secretária na Assessoria Especial dos Câmpus. Relata que, no começo, tudo era mais difícil. Outro aspecto que a incomoda é o desperdício, tanto material quanto humano. O que mais gosta na UEM são as pessoas. Destaca que a convivência harmoniosa entre setores e pessoas fez com que a luta e o crescimento fossem mais prazerosos. ?Vi, enquanto técnica-administrativa, o crescimento da UEM e de muitos que passaram pela UEM e isto é muito gratificante. A UEM faz parte da minha vida e é a minha segunda família. É onde lutei, cresci e venci. Sinto-me realizada e amei todos os setores e o trabalho em que atuei. Foram um aprendizado e crescimento constantes. Árduo em alguns, mas, sem lutas e dificuldades o que fazemos não é tão saboroso?, complementa Moraes. Pensando em se aposentar no final do ano, confidencia que pretende fazer tudo o que não fez enquanto trabalhava. Entre o tudo, quer se dedicar às artes, artesanato e orquídeas.


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