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A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira, dia 5, no período da manhã, no auditório do Bloco B-33

Foram empossados, na manhã desta quinta-feira, dia 5 de julho, os novos coordenadores dos cursos de graduação, os representantes dos departamentos que não possuem cursos de graduação e os coordenadores de pós-graduação que serão os novos conselheiros do Conselho de Ensino, Pesquisa  e Extensão (CEP) da UEM (Universidade Estadual de Maringá), para o mandato de dois anos.

A cerimônia foi presidida pelo reitor, Mauro Baesso, e contou com a presença do vice-reitor, Julio Damasceno, da chefe de Gabinete, Jorgete Constantin, e dos diretores dos sete Centros da Universidade, que juntos compuseram a mesa principal do evento. Na plateia, além dos empossados, várias autoridades acadêmicas também estavam presentes.

A professora Alexandra de Oliveira Abdala Cousin, do Departamento de Matemática, discursou em nome dos conselheiros que encerraram o mandato. Depois de alguns agradecimentos, ela lembrou que desde a criação da UEM, em 1970, à época como fundação pública, a UEM conta em sua estrutura com este Conselho, que estatutariamente é o órgão consultivo e deliberativo nas questões que envolvem as atividades de ensino, pesquisa e extensão. E citou uma das suas principais competências que é avaliar e propor políticas para o desenvolvimento de tais atividades.

Destacando que o CEP vem cumprindo com suas atribuições legais, deliberando com base em princípios que assegurem a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, Alexandra disse que para além das obrigações legais o Conselho deve se pautar pelo diálogo como princípio básico para que a Universidade cumpra o papel de agência formadora, conforme o pensamento do Boaventura de Souza Santos, professor catedrático da Universidade de Coimbra.

Após afirmar que a Universidade deve ser ao mesmo tempo o lugar da palavra, do diálogo e do conhecimento, Alexandra indagou qual seria o diálogo possível e as referências éticas a serem seguidas no momento atual da política nacional. Para ela, o estado brasileiro tem uma dívida para com a população mais pobre e que não será paga apenas com o acesso público e gratuito ao ensino superior. Antes, é “necessária a transformação da universidade em uma instituição social que sirva de apoio para a soberania nacional, capaz de produzir e transmitir conhecimento a partir dos interesses do povo”, defendeu a professora.

Renovação

O professor Ricardo Cesar Gardiolo, coordenador do curso de Direito, foi convidado a falar em nome dos novos empossados. Expressou seu reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos conselheiros que já cumpriram mandatos à frente do CEP e falou que esse novo grupo representa uma renovação, o início de uma jornada que exigirá muito de todos e que deverá ser pautada pelo respeito e reconhecimento ao trabalho realizado pelos antecessores.

Comparou a UEM a um farol a brilhar na Cidade Canção e, dando continuidade à metáfora, disse que a Universidade é referência aos navegantes nessas águas. Ao referir-se ao Conselho como o guardião da política de ensino, pesquisa e extensão da Universidade, ele falou que as ações dos novos conselheiros têm capacidade para projetar ainda mais a instituição. Uma tarefa que, segundo Gardiolo, exige prudência e cuidado para exercer a função com esmero, sem negligência, e assim corresponder às expectativas da comunidade universitária.

Mauro Baesso fechou a solenidade com um discurso emocionado e em tom de despedida, lembrando que tem apenas três meses à frente da Reitoria. Aproveitou o momento para agradecer o apoio institucional recebido considerando os períodos difíceis que a atual gestão teve que atravessar. “Sem apoio, nenhum reitor faz nada”, disse, destacando que considera um privilégio ter podido exercer o cargo e ter recebido o voto de confiança da comunidade universitária.

Ele também parabenizou os conselheiros que deixaram o cargo e aos novos empossados desejou sucesso. Acentuou que os coordenadores de curso estão em contato direto com os alunos e que muitos deles enfrentam os mais diversos problemas para se manter no curso. Segundo o reitor, é preciso atenção e sensibilidade para atender as necessidades desses alunos e saber o que a instituição pode fazer por eles.

Tide

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O reitor ainda falou da aprovação, na Assembleia Estadual do Paraná, na última terça-feira, dia 3 de julho, do projeto de Lei nº 362/2018 que regulamenta o conceito do regime de Tide (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva). O texto prevê que o Tide será incorporado de forma integral à aposentadoria dos docentes que tenham, no mínimo, 15 anos de vínculo com regime de dedicação exclusiva.

Baesso, que acompanhou a votação na Alep, disse que nova lei põe fim a uma discussão que vinha se estendendo desde 2016 e que colocava em risco toda uma carreira de professores. Ele contou que as negociações que anteceram a votação foram intensas e que embora considere que o texto aprovado não seja o ideal, disse que ele foi o melhor possível dada as circunstâncias do momento.

O reitor ainda lembrou que a nova lei vai implicar em mudanças importantes em algumas resoluções do CEP e que os novos conselheiros terão essa tarefa pela frente.

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