UEM na mídia

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Este clipping de notícias é realizado com base nos seguintes jornais: O Diário do Norte do Paraná, Hoje Maringá, Umuarama Ilustrado, Tribuna de Cianorte, Gazeta do Povo, Paraná On-line e Folha de Londrina.

 
 
 

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Clipping em jornais - O Diário do Norte do Paraná
Autor: Thiago Alonso   
14 de novembro de 2007

'Memórias do Subterrâneo', adaptado de clássico de Dostoievsky, é atração desta quinta e sexta-feira na Temporada Universitária

 

Basta citar qualquer livro do escritor russo Fiódor Dostoievsky (1821-1881) e logo é associado a seu nome a capacidade de radiografar a alma humana. É o que, de fato, ocorre.

Em um trabalho fantástico de mapear os movimentos do espírito do homem, o russo criou personagens inesquecíveis, como Rodion Românovitch Raskólnikov, de “Crime e castigo” (1866), ou Ivan Karamazov, de “Os irmãos Karamazov” (1880).

Antes dessa fase de romances cruciais para a literatura moderna, a qual se juntam “O idiota” (1868) e “Os demônios” (1872), Dostoievsky escreveu a novela “Notas do subterrâneo (ou Memórias do Subsolo)”, publicada em 1864.

A obra é um divisor de águas na carreira do escritor e traz a gênese de toda fase madura de Dostoievsky.

Uma adaptação para o teatro de “Notas do subterrâneo (ou Memórias do Subsolo)”, sob o título de “Memórias do Subterrâneo”, será apresentada nesta quinta e sexta-feira, a partir das 21h, dentro da Temporada Universitária 2007.

O espetáculo será no Oficina de Teatro da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os ingressos custam R$ 5 (inteira) e R$ 2 (estudantes).

Quem transpõe aos palcos o universo do escritor russo é a companhia de Curitiba Casa Helena Kolody. Adaptação e direção ficou por conta de Emerson Rechenberg.

O ator Ade Zanardini dá vida ao único personagem em cena, que passa todo o tempo isolado no porão de sua casa. Além de ser um homem atormentado e solitário, o personagem é definido como um desistente social, alguém que anulou a vida social e passa a reinventar a realidade a partir de suas memórias.

Ele é ácido e rancoroso, mas irônico e suscetível. Sua vida de incapacidade é ocultada por trás de uma doença que nem ao menos sabe qual é. Talvez a doença não seja verdade. No entanto, seu discurso é totalmente convincente, verdadeiro.

O personagem tem múltiplas faces e coloca para o público uma série de questões que muitas vezes as pessoas se negam a enxergar. Misturando um discurso verborrágico a certas sutilezas, o espetáculo garante a identificação entre a platéia e o personagem burocrático sem nome que, enquanto exercia um cargo de funcionário qualquer, via-se impotente e sem prazer no ofício que desempenhava.

Dessa forma, há uma imediata associação das pessoas com este homem, incapaz de ir além, de ser e fazer algo maior. A peça coloca o espectador de frente com a mediocridade humana: aquilo que somos. Ou o que não conseguimos ser.

Mesmo o texto original tendo sido escrito há mais de um século, as reflexões colocadas são extremamente atuais. Para dar suporte a estas questões filosóficas, a montagem tem grande preocupação na transposição do livro para o palco, construindo um cenário adequado que busca refletir o sufoco de um porão.

A cenografia recria em detalhes o porão que o personagem habita há anos.

“Memórias do subterrâneo” estreou em 2005, quando o trabalho começou a ser realizado - da adaptação do livro de Dostoievsky aos ensaios, da montagem à construção da cenografia.

Quando a peça é apresentada na Casa de Artes Helena Kolody, em Curitiba, o público médio de 20 pessoas por sessão também desce ao porão. É lá que passam a acompanhar a (não) vida do homem que abriu mão do convívio com a sociedade.

A oportunidade também se abre ao espectador de Maringá.

Basta citar qualquer livro do escritor russo Fiódor Dostoievsky (1821-1881) e logo é associado a seu nome a capacidade de radiografar a alma humana. É o que, de fato, ocorre.

Em um trabalho fantástico de mapear os movimentos do espírito do homem, o russo criou personagens inesquecíveis, como Rodion Românovitch Raskólnikov, de “Crime e castigo” (1866), ou Ivan Karamazov, de “Os irmãos Karamazov” (1880).

Antes dessa fase de romances cruciais para a literatura moderna, a qual se juntam “O idiota” (1868) e “Os demônios” (1872), Dostoievsky escreveu a novela “Notas do subterrâneo (ou Memórias do Subsolo)”, publicada em 1864.

A obra é um divisor de águas na carreira do escritor e traz a gênese de toda fase madura de Dostoievsky.

Uma adaptação para o teatro de “Notas do subterrâneo (ou Memórias do Subsolo)”, sob o título de “Memórias do Subterrâneo”, será apresentada nesta quinta e sexta-feira, a partir das 21h, dentro da Temporada Universitária 2007.

O espetáculo será no Oficina de Teatro da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os ingressos custam R$ 5 (inteira) e R$ 2 (estudantes).

Quem transpõe aos palcos o universo do escritor russo é a companhia de Curitiba Casa Helena Kolody. Adaptação e direção ficou por conta de Emerson Rechenberg.

O ator Ade Zanardini dá vida ao único personagem em cena, que passa todo o tempo isolado no porão de sua casa. Além de ser um homem atormentado e solitário, o personagem é definido como um desistente social, alguém que anulou a vida social e passa a reinventar a realidade a partir de suas memórias.

Ele é ácido e rancoroso, mas irônico e suscetível. Sua vida de incapacidade é ocultada por trás de uma doença que nem ao menos sabe qual é. Talvez a doença não seja verdade. No entanto, seu discurso é totalmente convincente, verdadeiro.

O personagem tem múltiplas faces e coloca para o público uma série de questões que muitas vezes as pessoas se negam a enxergar. Misturando um discurso verborrágico a certas sutilezas, o espetáculo garante a identificação entre a platéia e o personagem burocrático sem nome que, enquanto exercia um cargo de funcionário qualquer, via-se impotente e sem prazer no ofício que desempenhava.

Dessa forma, há uma imediata associação das pessoas com este homem, incapaz de ir além, de ser e fazer algo maior. A peça coloca o espectador de frente com a mediocridade humana: aquilo que somos. Ou o que não conseguimos ser.

Mesmo o texto original tendo sido escrito há mais de um século, as reflexões colocadas são extremamente atuais. Para dar suporte a estas questões filosóficas, a montagem tem grande preocupação na transposição do livro para o palco, construindo um cenário adequado que busca refletir o sufoco de um porão.

A cenografia recria em detalhes o porão que o personagem habita há anos.

“Memórias do subterrâneo” estreou em 2005, quando o trabalho começou a ser realizado - da adaptação do livro de Dostoievsky aos ensaios, da montagem à construção da cenografia.

Quando a peça é apresentada na Casa de Artes Helena Kolody, em Curitiba, o público médio de 20 pessoas por sessão também desce ao porão. É lá que passam a acompanhar a (não) vida do homem que abriu mão do convívio com a sociedade.

A oportunidade também se abre ao espectador de Maringá.

 

ASC • Assessoria de Comunicação Social